terça-feira, 30 de abril de 2013

30 países representados no Lisboa International Triathlon

 
No próximo dia 4 de Maio, o Parque das Nações volta a ser palco do maior evento de Triatlo longo em Portugal, com a presença de mais de 700 atletas de 30 países. Na categoria Elites, o português José Estrangeiro, que venceu a prova no ano passado, vai tentar a revalidação do título, objetivo nunca alcançado por nenhum participante. Em competição vai estar também a Senadora Pia Cayetano, a mais jovem mulher a ser eleita para o senado filipino, uma figura pública e política de impacto mundial na defesa dos direitos dos mais desfavorecidos. Lisboa Triathlon-52
 
Destaca-se ainda a presença na linha de partida do ex ciclista profissional e vencedor da Volta a Portugal em Bicicleta no ano de 2011, Fabian Jeker, podendo este também ser um candidato à vitória juntamente com o campeão da 5ª edição Dennis Devrident.
 
A 8ª edição da prova apresenta este ano duas distâncias, os habituais 1.9 km a nadar, 90 km de ciclismo, 21.1 km de corrida, e uma mais curta denominada "Lisboa Olympic Plus - Battle of the Sexes", com a particularidade das senhoras começarem 12 minutos antes dos homens, tempo habitual de diferença entre os dois géneros. Nesta guerra dos sexos, onde todos podem participar, são 950 m a nadar, 45 km de bicicleta e 10.5 km a correr.
 
Na prova principal os atletas puderam escolher entre a participação individual nas divisões Elite, Geral, CEO (altos cargos de empresas), TOP Gunner (só para membros das forças armadas) e Clydesdale (por peso, homens com mais de 90 quilos e senhoras com mais de 80 quilos), ou na divisão Corporate para a participação em Estafeta.
 
A competição, uma co-organização da S4a Events, do Clube Oriental de Lisboa e da Federação de Triatlo de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e de Loures, é ainda pontuável para o Campeonato Nacional de Triatlo Longo 2013.
 
A responsabilidade ambiental tem sido uma das preocupações da organização, que já em edições anteriores criou o Target Practice, no percurso da corrida, para apanhar e separar o lixo. Os atletas podem assim ajudar o ambiente e transmitir ao público uma imagem adequada da modalidade, atirando o seu lixo para os vários pontos do percurso sinalizado com Target Practice.
 
Ainda numa vertente de sensibilização ambiental e aproveitando que o ano de 2013 é o ‘Ano do Ar’ pela Comissão Europeia, é organizado pela primeira vez o “Lisboa Triathlon Bike Tour to a Clean Air”, um evento satélite da edição de 2013 da Green Week, com o apoio institucional da Agência Portuguesa do Ambiente e da Federação Portuguesa de Ciclismo. O evento satélite consiste num passeio no dia anterior à realização da prova, com o objetivo de promover a despoluição e o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, onde participam os atletas da prova de triatlo e o público em geral.
Para mais informações:

quinta-feira, 25 de abril de 2013

OLYMPIC PLUS Lisboa

 Já que venho a treinar cada vez mais e melhor, chegou o momento de cumprir um desafio mais sério do que o costume, OLYMPIC PLUS no triatlo internacional de Lisboa. Já falta pouco, dia 04 Maio.
Depois escrevo sobre a primeira experiência.

Carlos Costa



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Scalabis night race, classificação

 
 
43:17 min (dorsal 85), 10km.

Isto está escasso de fotos minhas pelo menos para já, portanto aqui fica em geral.
Uma palavra define o percurso e o ambiente, excelente.
Quero realçar a passagem no quartel com a musica e as imagens na parede dava um espírito verdadeiramente heróico e a passagem no jardim com uma vista espectacular. Uma mancha amarela pela cidade que só ficou manchada com as manchas de vinho na camisola, mas foi esse o espirito, diferente do habitual !
 
Em relação ao meu tempo fiz 43:17 (dorsal 85). Vejam mais fotos e classificações no site oficial ou no facebook.




Bons treinos

Carlos Costa 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

BENEFÍCIOS DAS MEIAS DE COMPRESSÃO



Nos últimos anos temos assistido cada vez a um maior número de atletas que utilizam meias de compressão. À primeira vista pode parecer-nos que não é mais do que uma nova “moda” utilizada por muitos corredores. Desta forma pareceu-me pertinente verificar qual o efeito das mesmas .

Quais as fundamentações para o uso das meias de compressão?
Existem várias teorias para fundamentar o uso das meias compressivas. A primeira teoria baseia no retorno venoso, ou seja, o uso das meias compressivas melhoram o retorno venoso, uma vez que o sangue tem tendência a acumular-se ao nível das pernas, tanto em repouso, como em exercício. Desta forma o uso das meias compressivas através da compressão, ao nível dos gémeos vão aumentar o aporte de oxigénio aos músculos, facilitando desta forma o retorno venoso e a consequente remoção de metabolitos recorrentes da atividade física (Ex: ácido láctico). Assim sendo a homeostase muscular será mais eficiente, melhorando a capacidade de resistência do atleta.
A segunda teoria é menos conhecida entre os atletas, no entanto não menos importante é a vibração muscular. Quando um atleta se encontra a correr, existem inúmeras forças de impacto a que os músculos e tendões do membro inferior são sujeitos, principalmente quando falamos em superfícies mais irregulares ou rígidas.  Pensa-se que esta vibração pode ser uma das causas de dor muscular tardia que os atletas referem. Desta forma as meias de compressão muscular vão permitir uma maior estabilidade muscular e por conseguinte uma menor vibração muscular e maior propriocepção.

O que a Evidência Cientifica diz?
Depois de analisarmos quais as teorias acerca do uso das meias de compressão, vamos fazer uma análise dos vários estudos que fundamentam a sua utilização.
 Ali et al. (2007) verificaram que não ocorrem alterações nos parâmetros fisiológicos durante ou depois de uma corrida de 10 km. No entanto, encontraram melhorias ao nível da dor muscular, apontando como possível justificação a teoria da vibração muscular.
Contrastando com estes resultados, Kremmier et al. (2009) encontraram um melhor desempenho e um melhor limiar de lactato quando utilizavam meias de compressão durante a execução da corrida. De modo semelhante, dois outros estudos verificaram um melhor desempenho e economia de corrida durante corrida de 5 Km (Chatard et al., 1998 & Bringard et al., 2006). 
Byrne et al. (2001)  verificou que parecia haver uma quantidade de compressão ideal, a compressão graduada seria melhor, ou seja, mais compressão na parte inferior perto do tornozelo e menos à medida que esta avança em direcção do joelho.  A evidência refere que  em repouso, a compressão ideal será de 20 + / -  5mmHg, mas durante o exercício o nível de compressão exata necessária é desconhecida. Além disso, é provável que exista um componente individual com o nível de compressão necessária. 

Resumo das vantagens das meias de compressão:
·    Aumentar o porte de oxigénio nos músculos;
·   Melhorar o retorno venoso;
·   Acelerar o processo de remoção do ácido láctico nos músculos;
·  Reduzir a vibração muscular nos gémeos, promovendo um maior equilíbrio e por conseguinte uma menor fadiga muscular;
·   Manter a temperatura do corpo (principalmente nas pernas);
·  Reduzir o risco de lesões.

Como conclusão parece-me que o uso das meias de compressão são um dos investimentos a ter em consideração para quem realize corrida de longas distâncias (trail, triatlo, estrada, etc…). Chamo apenas à atenção que as meias de compressão não devem ser adquiridas pelo tamanho do pé, mas sim ajustadas pelo grau de compressão ideal e perimetria da perna.


Carlos Costa